O verdadeiro ANTIFEMINISMO

Você certamente já ouviu chavões como “não sou obrigada a ser feminista” e “lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive longe do feminismo!”. Soam bem e parecem respostas inteligentes aos últimos slogans feministas, não é? Mas não são.
A idéia de que a mulher é livre para ser o que quiser, estar onde quiser e exercer a profissão que quiser está no cerne do espírito do feminismo. Nenhum argumento que tome por pressupostos axiomáticos essas sentenças venenosas pode servir de auxílio na guerra cultural que travamos, porque o objetivo implícito de todo o ideário feminista é nos fazer acreditar que qualquer atividade social ou postura pessoal convém às mulheres, incluindo as tradicionalmente femininas, desde que exercidas de modo politicamente correto e sem ferir a liberdade alheia. Infelizmente, isso é uma mentira grotesca e cruel.
Quando as britânicas sufragistas do século XIX organizaram passeatas e greves para que o voto feminino fosse sancionado pelo Parlamento, o que elas estavam exigindo era uma conveniência àquele momento histórico da Europa. Se as mulheres são forçadas a trabalhar pelo sustento da família, e portanto a se inserir ativamente no mercado de trabalho junto aos homens sob as mesmas leis trabalhistas, é obviamente bom que elas também votem. Afinal, a mulher tem a mesma dignidade natural que o homem e deve receber a mesma recompensa pelo mesmo esforço.
Acontece que o idealismo revolucionário a serviço do qual as sufragistas trabalhavam traduziu essa necessidade em direito natural absoluto: “as mulheres têm o DIREITO de votar; sempre tiveram, mas apenas nessas circunstâncias históricas puderam pôr fim ao desrespeito que lhes foi impingido desde os primórdios da história do governo representativo”. Esse tipo de pilhéria liberal envenenou e convenceu o coração das mulheres no mundo todo, assim como outras semelhantes convenceram os homens de que tinham direito a todo tipo de assistencialismo estatal. Destarte, se o homem inglês tem o direito de proclamar um novo direito natural a cada 5 anos, por que também não o teria a mulher?
Então, se você acha o movimento sufragista justo e inspirador, em contraste com o movimento abortista e a ideologia de gênero das feministas atuais, eu tenho péssimas notícias para você: o segundo é o desenvolvimento natural e necessário do primeiro. Apesar de a elegante máscara liberal ter sido trocada por uma careta socialista, o princípio que norteia o feminismo é o mesmo: “a mulher tem o direito inalienável de fazer tudo aquilo que deseja”.
Mas NÃO TEM. A mulher não tem o poder divino de forçar sua natureza a ponto de realizar as mesmas tarefas que o homem e obter o mesmo êxito. O cérebro da mulher é biologicamente diferente do cérebro do homem, as aptidões intelectuais são outras. Os hormônios da mulher são diferentes. A força física é menor, apesar de a resistência psíquica ser maior. A mulher menstrua. A mulher engravida. A mulher amamenta. A mulher cria. Uma sociedade que obriga suas mulheres a deixar os filhos em creches aos 6 meses de idade para trabalhar e produzir como um homem está morta e enterrada.
Em toda a história da humanidade, as mulheres sempre trabalharam, mas até o século XVIII elas trabalhavam em atividades domésticas e tipicamente femininas, que respeitavam seu ritmo e natureza, como a tecelagem, a culinária, a confecção de instrumentos domésticos e a educação infantil. As esposas sempre foram companheiras de seus maridos na economia doméstica e administração do patrimônio. Porém, a partir do momento em que a mulher abandona o lar para trabalhar fora na mesma jornada de trabalho que o marido (quando ele existe), todo o equilíbrio doméstico é destruído: as crianças precisam estudar em creches, as tarefas domésticas são terceirizadas, o marido perde a autoridade e a mulher volta exausta e frustrada para o lar, sem tempo para cuidar dos próprios filhos. Será mesmo que temos o direito de fazer isso, quando nos é dado escolher o contrário?
Isso para não abordar os pretensos direitos aos quais as atuais feministas clamam proteção: aborto, tratamento gratuito no SUS para transição de “gênero”, casamento gay, etc. Nós mulheres obviamente não temos o direito de matar crianças ou de exigir do Estado que financie a realização de fantasias doentias.
Então, minhas amigas, cortemos o mal pela raiz! Paremos de fazer concessões ao feminismo, mesmo que sutis. Percamos o medo de ser mulheres e de exigir dos homens que sejam homens.
A mulher não tem o direito de fazer tudo o que quiser. Mas ela tem todo o direito de ser plenamente mulher. E qualquer ideologia ou programa social que tire de suas mãos o poder de exercer com serenidade e segurança suas faculdades próprias não tem o direito de existir.

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8 comentários em “O verdadeiro ANTIFEMINISMO

  1. “A mulher não tem o direito de fazer tudo o que quiser.” –> Essa é uma das frases mais podres que já li. E o marido perder a autoridade quando a mulher vai trabalhar fora de casa é uma das maiores besteiras que já li, além de não servir de argumento para absolutamente nada positivo. Chamaria tanto a frase citada, como o argumento usado, de fantasias doentias.

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    1. Boa tarde, amigo.
      Gostaríamos de informá-lo acerca de uma triste verdade: NINGUÉM tem o direito de fazer tudo o que quiser, seja mulher ou homem. Se você tem mais de cinco anos de idade e discorda disso, sua vida deve ser bastante dramática.
      A respeito da autoridade do marido, é bom atentar para o fato de ser apenas uma ínfima parte do argumento do texto, que tem muitas outras bases argumentativas. A autoridade do marido figura na cosmovisão tradicional cristã. Portanto, dentro dessa perspectiva não é uma besteira. Mas tranquilize-se, amigo: isso nunca vai fazer parte da sua vida. Alguém que acha que tem o direito de fazer tudo o que quiser não vai inspirar confiança e autoridade nem para o próprio cachorro.
      Fique na paz de Cristo e muito obrigada por comentar! 😀

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      1. Opa se você responder assim para seu marido, está desafiando sua autoridade…cuidado! Vai colocar você ajoelhada no milho…😂😂 Desculpa, foi somente uma brincadeira…Achei um pouco irônico a paz de Cristo…

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  2. Aí… respeito o seu pensamento…de achar que uma mulher ficará frustada por não cuidar dos seus filhos…mas será que toda mulher quer isso? Ou será que responsabilidade de cuidar e educar os filhos somente cabe a mulher? Realmente você é uma garota old school…somente espero que seu marido, companheiro… não seja old school “reverso”, como aquela propagandas antigas, sabe? Onde diziam assim:” A mulher deve esperar seu marido com sorriso longo no rosto, mesmo que ele chegue tarde e não deve questiona-lo.” Sim, convivi com muitos senhores que iam todo domingo a Santa missa é pensavam assim. Antes que diga qualquer coisa, sou católica… não concordo com o feminismo…mas muito menos aprovo o machismo…justificado em seu texto.

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  3. Fui ler seu texto:”porque ter filhos…”, não achei onde comentar…o texto era belo e singelo…até você comentar :”num estímulo enlouquecedor para competir com o homem, libertar-se do homem e temer a submissão…” Fica a seguinte pergunta? Porque você somente faz um texto relacionadas a suas crenças ao invés de mencionar um público específico? Eu sou casada, apesar de pós graduada, estou à caminho de um mestrado…e nenhum momento pensei nisso como concorrência com meu marido ou qualquer homem. Apenas porque eu gosto de estudar e com que ganho, acrescentar ao salário do meu marido, para que ambos possamos ter uma vida mais confortável…Adoro também, a minha independência financeira, para comprar as roupas e as maquiagens…aliás estou nesse blog, justamente por causa disso…amei todos os tutorias…e até me visto de forma parecida:) …mas fiquei triste quando me deparei com seus textos…parece que para você uma mulher que busca independência é contra os homens, a família e os bons costumes…no fim apenas acho que você conheceu as pessoas erradas… Sim, quero ser mãe…mas continuarei sendo esposa e profissional para construir uma família bem equilibrada…uma dica…mulher que trabalha ajuda na economia do lar…muito mais que uma dona de casa que se quer sabe o valor de um dia trabalhado…essa sim, como diria um amigo:”quebra a banca…”

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  4. Gostaria de aplaudir seu texto. Um ponto de vista realista, maduro e coerente. Concordo com cada palavra sua. A sociedade atual e os movimentos que supostamente deveriam defender a mulher e garantir sua individualidade simplesmente lutam para que sejamos tratadas como homens. Muitas pessoas não percebem que os gêneros são, sim, diferentes e que nós, mulheres, temos deveres e direitos distintos. Isso não é ruim. Tanto falam em reconhecer a diversidade mas pecam em notar o mais essencial.

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  5. Da primeira vez que vi seu blog, segui imediatamente… Hoje, lendo um post sobre acessórios vi a tag ‘antifeminismo’ ali do lado e resolvi clicar porque me saltou aos olhos. Sei que não vai fazer a menor diferença, até porque já vi aqui que você conseguiu aplausos pela exposição da sua ideia, mas queria dizer que a partir de hoje me sinto incapaz de continuar seguindo o “Gatora Old School”. É muito triste ver uma mulher escrever as palavras que você escreveu.
    Muito mesmo. Mas tudo bem, por favor nem se dê ao trabalho de responder meu comentário. Certamente a “opinião” de pessoas com os meus “ideais” não é interessante pra você, assim como a “opinião” de pessoas com os seus “ideais” não é interessante para mim.
    Grande abraço.

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